sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pre-Workouts - Jack3D e afins

Olá novamente.
Hoje vou abordar um tópico que virou febre nas academias e entre seus frequentadores, os Pre-workouts  ou Pré-Treino. Pressupondo que o público que vai se interessar por este assunto seja mais "entendido" no assunto treino, vou tentar abordar um pouco mais profundamente o assunto bem como relatar efeitos observados pelos que tive a oportunidade de usar.

Parece que todo dia lançam um produto novo nessa categoria, o precursor, Jack3D ainda é o mais famoso, mas inúmeros outros foram lançados como o Hemorage, 1MR, Super Charge, Razor e por aí vai. Pelo que pude observar, todos estes tem em comum alguns componentes, digamos, básicos e dieferem-se em outros.
Os componentes em comum que observei são a L-Arginine Alpha Ketoglutarate, Creatina monohidratada, Beta Alanine e Cafeína. As concentrações, são, pelo visto, um segredo industrial guardado a 7 chaves, pois seus rótulos apenas declaram o total do blend de ingredientes, deixando o detalhamento dos mesmos não divulgado.

Mas pra que serve? A ideia destes produtos é propiciar um melhor rendimento durante o treinamento bem como otimizar os resultados. A maioria deles tem enormes ressalvas quanto a seu uso e sugerem que apenas indivíduos treinados os utilizem. O rótulo do Hemorage tem tantos "extreme cautions", " warnings", que pode até dar medo de tomar, e, deve-se ter mesmo. 

Vamos aos ingredientes básicos e para quê eles servem. Como preveni anteriormente, irei um pouco mais afundo neste tópico.
-L-Arginine Alpha Ketoglutarate: 

Nome químico: L-arginine, 2-oxopentanedioate (2:1) dihydrate
Português: L-arginina alfa cetoglutarato 2:1 (AAKG)


CAS: 5256-76-8
Fórmula molecular: C17H38N8O11
Peso molecular: 530,50



O ácido alfa-cetoglutárico é um dos dois derivados cetona do ácido glutárico. O termo "ácido cetoglutárico" é quase sempre aplicado à variante alfa. O ácido beta-cetoglutárico difere apenas na posição do grupo funcional cetona, e é muito menos usual.
O anião do ácido alfa-cetoglutárico, o alfa-cetoglutarato (também denominado oxoglutarato) é um composto de importante atividade biológica. É o cetoácido produzido na desaminação do glutamato e um intermediário no ciclo dos ácidos tricarboxílicos.
A AAKG (L-Arginina-alfa-cetoglutarato) é um percursor da síntese Óxido Nítrico (NO), sendo este um potente vasodilatador, promotor de uma melhor irrigação sanguínea (transporte de oxigênio e nutrientes) em nível muscular. Promove assim o aumento da massa muscular, melhorando todo o metabolismo muscular e a regeneração do músculo durante e após o exercício.

->a-akg->nitrobombeamento

O Óxido Nítrico tem uma potente ação vasodilatadora no organismo, promovendo uma melhor irrigação sanguínea dos tecidos, nomeadamente do tecido muscular. Uma maior irrigação promove um maior transporte muscular de nutrientes, oxigênio, mensageiros químicos, entre outros, e uma rápida eliminação das substâncias tóxicas acumuladas, como ácido láctico, amônia, etc. Desta forma, todos os processos metabólicos relacionados, nomeadamente, com a atividade física, são melhorados e potenciados. 


O efeito se torna permanente desde se mantenha a alimentação base e o treinamento intenso após o primeiro mês de uso já se observam veias dilatadas e músculos com aspecto mais “denso” e “entumescido” (pump) os ganhos no primeiro mês variam de 3 a 5 kilos de massa magra, mas aparentam mais pela qualidade e pela extrema vascularização.
O AAKG também é usado como um suplemento nutritivo a imunidade de auxílio, para ajudar no metabolismo ácido amino e na disfunção erétil. 

Indicação: 
- Estimular a vasodilatação e oxigenação muscular;
- Máximo desempenho desportivo e sexual;
- Máxima resistência;
- Máxima definição muscular;
- Máximos ganhos de massa muscular;
- Máxima ereção.

Contra-indicações: 

Este medicamento não deve ser tomado por pessoas com glaucoma ou herpes vulgar, a não ser que seja prescrito por um médico. Não deve também ser tomado, por pessoas que tenham sofrido enfarto do miocárdio ou com doença da artéria coronária estabelecida e pessoas com hipotensão arterial.

Interações Medicamentosas: 
Potencia os efeitos dos Hipotensores.


(Fonte: Saúde Fórum)

-Creatina Monohidratada:
 Um cientista francês descobriu pela primeira vez a creatina em 1832, mas não foi até 1923 que cientistas descobriram que mais de 95% da creatina é armazenada no tecido muscular. O relatório publicado pela primeira vez sob os efeitos da creatina na musculação foi no The Journal of Biological Chemistry , somente em 1926. Embora tivessemos conhecimento sobre a creatina desde ha algum tempo, o primeiro uso de verdade para melhorar a performance foi nos Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona na Espanha.
Então, o que é creatina? Nossos corpos naturalmente produzem o composto, que é utilizado para fornecer energia a nossos músculos. Ela é produzido no fígado, pâncreas e rins, e é transportado para os músculos do corpo através da corrente sanguínea. Uma vez que atinge os músculos, ela é convertida em fosfocreatina (fosfato de creatina). Este metabolito de alta potência é usado para a fonte final de energia para regenerar os músculos, a ATP (sigla em ingles para trifosfato adenosina).
creatina é 100% natural e ocorre naturalmente em muitos alimentos; portanto, nunca pode ser banido dos esportes ou competições internacionais (a menos que seja proibido comer carne). Muitos alimentos, especialmente o arenque, salmão, atum e carne bovina contém alguma creatina. No entanto, a melhor fonte de creatina é de longe o creatina monohidratada porque contem mais creatina por quilo de peso do material do que qualquer outra fonte.
-Beta Alanine:
A Beta-Alanina é um aminoácido beta (outro tipo de aminoácido, não participante da síntese de proteínas, exclusivamente dos aminoácidos alfa) que juntamente com a histidina é responsável pela síntese de um importante tamponante para a fadiga localizada, comum nos exercícios físicos de alta intensidade, a Carnosina.

Em situações de exercícios intensos e de duração média a prolongada, como uma aula de spinning depois do treino de musculação, ou uma corrida de 10km com o "coelho" do grupo, uma maior quantidade de Carosina dentro do músculo é capaz de evitar ou atrasar a formação de um tradicional "vilão" dos exercícios rigorosos responsável pelo surgimento da fadiga, o ácido lático. A Carosina é um dipeptídeo (molécula composta por dois aminoácidos) sintetizado no músculo a partir de seus dois constituintes (a Beta-Alanina e a Histidina), mas a pergunta é válida, por que então, não suplementamos direto com a Carnosina?

A ingestão da carnosina é degradada no trato digestivo (estômago e intestino) em seus dois constituintes, que apesar de seguirem sendo novamente utilizados na formação da própria Carosina, sofrem uma perda em seu aproveitamento em todo esse processo, sendo mais proveitoso do ponto de vista fisiológico e econômico a suplementação com Beta-Alanina do que com a Carnosina. A suplementação com Beta-Alanina é capaz de promover um aumento real, demonstrado cientificamente, na concentração intramuscular de Carnosina.

Diferente de outros tampões orgânicos (como o bicarbonato), a Carnosina (Beta-Alanil-L-Histidina) tem algumas características químicas e uma concentração no músculo mais alta sendo, portanto, mais eficiente para manter o pH do músculo e do sangue do que outros tamponantes naturais.
Seu protocolo de suplementação lembra o da creatina, pois segue o mesmo princípio de abastecimento do músculo de forma crônica (cerca de 6 a 7 semanas). Uma dose de 6,4g por dia por 28 dias promove um aumento de 60% na concentração de Carosina. Alguns estudos mostram que mesmo uma fase de 21 dias é um período adequado para promover um abastecimento suficiente de Beta-Alanina para aumentar a concentração de Carnosina. Artigos mais recentes mostram que aumentos ainda maiores de Carnosina podem ser obtidos quando combinamos a suplementação Beta-Alanina com o treinamento de alta intensidade.

O aumento na performance já está bem estabelecido. Hill e colaboradores demonstraram uma melhora de 13% no trabalho total realizado após a suplementação de 4 semanas de suplementação de Beta-Alanina e um aumento extra de 3,2% depois de 10 semanas. Zoeller e colaboradores também relataram aumento no limiar ventilatório em uma amostra de homens não treinados depois da suplementação de Beta-Alanina (3,2g por 28 dias). Kim e colaboradores também encontraram aumento no limiar ventilatório e no tempo total até exaustão em ciclistas treinados depois da suplementação de 12 semanas (4,8g/dia) e treinamento de resistência de alta intensidade. Além disso, Stout e colaboradores relataram um atraso significante na fadiga muscular medida pela capacidade do trabalho no limiar de fadiga, em ambos, homens e mulheres depois de 28 dias de suplementação com Beta-Alanina (3,2g a 6,4g por dia).

Não foram encontrados até agora, na literatura, efeitos colaterais a respeito da utilização de Beta-Alanina, dentro das quantidades utilizadas nos estudos citados. Associada aos resultados apresentados, essa sem dúvida é uma boa notícia para quem busca uma suplementação efetiva e segura.


A Beta-Alanina parece ser um suplemento promissor para a melhora da performance já testada em diversos tipos de exercícios, suas características metabólicas parecem ser úteis para outras tantas situações de exercício. Os produtos contendo esse Beta aminoácido infelizmente ainda não chegaram por aqui, mas, se você tiver aquele conhecido voltando dos EUA, vale a pena a indicação.

(Fonte: revista Muscle In Form)

-Cafeína:
A cafeína é um composto químico de fórmula C8H10N4O2 — classificado como alcalóide do grupo das xantinas e designado quimicamente como 1,3,7-trimetilxantina. É encontrado em certas plantas e usado para o consumo em bebidas, na forma de infusão, como estimulante.
A cafeína apresenta-se sob a forma de um pó branco ou pequenas agulhas, que derretem a 238 °C e sublimam a 178 °C, em condições normais de temperatura e pressão. É extremamente solúvel em água quente, não tem cheiro e apresenta sabor amargo.
Entre o grupo das xantinas (que incluem a teofilina e a teobromina) a cafeína é a que mais atua sobre o sistema nervoso central. Actua ainda sobre o metabolismo basal e aumenta a produção de suco gástrico.
Doses terapêuticas de cafeína estimulam o coração aumentando a sua capacidade de trabalho, produzindo também dilatação dos vasos periféricos.
Modelo tridimensional de uma molécula de cafeína.
Uma xícara média de café contém, em média, cem miligramas de cafeína. Já numa xícara de chá ou um copo de alguns refrigerantes encontram-se quarenta miligramas da substância. Sua rápida ação estimulante faz dela poderoso antídoto à depressão respiratória em consequência de intoxicação por drogas como morfina e barbitúricos. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, efeitos negativos como irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça e insônia. Os portadores de arritmia cardíaca devem evitar até mesmo dosagens moderadas, ainda que eventuais, da substância. Altas doses de cafeína excitam demasiadamente o sistema nervoso central, inclusive os reflexos medulares, podendo ser letal. Estudos demonstraram que a dose letal para o homem é, em média, de 10 gramas.



(Fonte: Wikipedia)

Em suma pessoal, eu particularmente gosto e faço uso regular destes produtos. Uso o Jack3D e o Hemorage, e tive a oportunidade de testar o 1MR. 
O Jack3D é ideal, a meu ver para treinos intensos ou até muito intensos no caso de mulheres. O hemorage é desaconselhável, pois o produto realmente é muito forte. Costuma-se ingerir cerca de 20 a 30 minutos antes do treino para que faça o efeito desejado.
O que acontece? Bom, sendo bem sincero, estes produtos só dão diferença, a meu ver, no ritmo do treino, se o mesmo for realmente intenso, abusando dos bi-sets e até tri-sets de exercícios. Nas vezes que tomei e o treino era recuperativo, não senti absolutamente diferença alguma.
Outro ponto importante a ressaltar é que cada indivíduo reage diferentemente à cada produto. Por exemplo, quando tomei o 1MR fiz um treino muito pesado de ombro, com 10 exercícios, e não senti nenhuma diferença a não ser sua um pouquinho a mais. Quando 2 amigos fizeram o uso do Hemorage, também não sentiram nada.

Um ponto negativo, comum e recorrente a todos estes produtos é o pós-treino. Costuma-se sentir uma extrema fadiga, um cansaço realmente profundo. No caso do Hemorage, chega até bater uma deprê ou ódio ou uma mistura dos 2, principalmente se o treino ficou aquém do "exigido" pelo produto.

Enfim, cada pessoa adequa-se diferentemente às diferentes substâncias e respectivas concentrações destas nos produtos, tendo resultados positivos, negativos ou mesmo nenhum resultado.
Recomendo certa cautela ao se fazer uso destes, e não administrá-los juntamente com qualquer outro produto que contenha cafeína, sinefrina ou efedrina pois a mistura pode causar efeitos bem negativos.

Espero que tenham curtido a minha tentativa de elucidar um pouco sobre esses produtos e caso tenham alguma dúvida fiquem a vontade para perguntar.

Até a próxima


Nenhum comentário:

Postar um comentário